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Título:
Guitar Hero: On Tour
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Editor:
Activision
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Produtor:
Vicarious Visions
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Género:
Música
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Site:
www.guitarhero.com/ghot


GUITAR HERO: ON TOUR

O nome Guitar Hero já não é estranho a ninguém que esteja minimamente ligado ao mundo dos videojogos. Depois da primeira passagem do jogo das guitarradas caseiras pela Playstation 2 ter causado bastante impacto na indústria, a Activision percebeu que tinha uma mina de ouro entre mãos e tratou de a explorar. Desde então, todas as suas versões têm passado pelos tops de vendas de todo o mundo. O primeiro grande estrondo foi o multiplataforma Guitar Hero III: Legends of Rock, sendo também esta a primeira passagem da franchise pelas consolas da Nintendo, neste caso a Wii. Numa tentativa de expandir ainda mais o mercado, eis que nos chega Guitar Hero: On Tour para a Nintendo DS. Como seria impensável o uso de uma guitarra, igual à das versões caseiras, numa portátil, a Activision tentou encurta-la e deu uso à entrada de cartuchos Gameboy Advance para criar um acessório totalmente novo que a simulasse (acessório descrito e analisado abaixo).

Antes de avançar na análise, é de referir que quem quiser pode ganhar uma cópia promocional deste jogo, participando no passatempo que está a decorrer até ao fim do mês de Agosto.

Ao ligar a consola, o jogador depara-se com várias dicas acerca da utilização do jogo. Entre os habituais avisos de epilepsia e de cansaço da vista, destacam-se avisos para fazer pausas no jogo regularmente, já que o acessório se pode tornar cansativo e concelhos para melhorar o conforto na sua utilização. Além disso está indicado o site oficial de Guitar Hero: On Tour, onde podemos encontrar ainda mais conselhos e maneiras de colocar a mão e o braço para a conforto ser o melhor. Tudo isto é porque se pode tornar bastante difícil encontrar uma posição confortável em que possamos alcançar todos os fret buttons (4 botões coloridos para executar as notas) com facilidade. Além destes concelhos, há um que se destaca muito em que é aconselhada a utilização de headphones caso o som não for alto o suficiente (“Are we not rocking loud enough for you?? Try Headphones!”).

Em termos de modos de jogo, o principal destaque vai para o modo carreira, onde podemos personalizar o nosso guitarrista e desbloquear músicas e guitarras novas. Em segundo plano temos o tradicional modo quickplay em que o jogador tem de escolher um de quatro guitarristas, uma guitarra, a música que quer tocar e a sua dificuldade. Depois temos o modo face-off, que é, como o nome indica, um modo versus e o co-op, que é um modo cooperativo em que os jogadores tocam a mesma música mas com instrumentos diferentes (guitarra, baixo…). Para completar a lista, há o modo duel que é sem dúvida um dos mais interessantes e inovadores desta entrega de Guitar Hero. O modo consiste numa batalha contra outro guitarrista controlado pela consola, onde podemos ganhar itens para usar a nosso favor e contra o adversário. O mérito deste modo recai sobre a originalidade dos itens: tesoura para cortar uma corda da guitarra do oponente que a terá de reparada com o touch screen; aumentar e reduzir a dificuldade; trocar o ecrã esquerdo com o direito; fazer aparecer um objecto de um fã para ser autografado pelo jogador no touch screen, etc. Há ainda um tutorial para aqueles que não estão por dentro do universo Guitar Hero

Foi a Activision que introduziu as guitarras de plástico com cinco fret buttons, mas também a que reduziu esse número para quatro na versão portátil de Guitar Hero. Conhecido por “Guitar Grip”, o novo acessório para a DS inclui o Grip em si, uma correia para o prender à mão, um adaptador opcional para a DS original, um estilete em forma de palheta e autocolantes alusivos à franchise para o decorar. O jogo é jogado com a DS na vertical sendo que uma mão pressiona os fret buttons e a outra faz deslizar a palheta pelas cordas da guitarra representada no ecrã táctil. A whammy bar (barra metálica que altera o som quando mudada de posição) não foi esquecida e encontra-se também representada com a guitarra. O acessório em si está bem conseguido, no entanto, como já foi falado acima, é algo desconfortável e cansativo para o braço.

No campo visual, o jogo aproveita bastante bem as capacidades gráficas da consola estando os modelos com uma quantidade de polígonos bastante aceitável.

A lista de faixas é mais curta que a dos anteriores jogos mas de qualidade positiva. A qualidade sonora é boa mas com headphones nota-se que podia ser melhor.

Em suma, este Guitar Hero veio a revelar-se uma muito agradável surpresa e aqueles que têm medo que a experiencia de jogo seja diferente das outras versões da franchise, desenganem-se, o jogo faz todo o jus ao nome que tem. Guitar Hero: On Tour Decades já está na forja e será uma excelente maneira de aproveitar o dinheiro investido no acessório.

António Vieira









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