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PREVIEW: SEGA SUPERSTARS TENNIS
Os personagens de SEGA Superstars Tennis invadiram quase todos os courts do actual campeonato de consolas. Porém, a única versão portátil joga-se na Nintendo DS. Depois de cerca de hora e meia com o jogo, deixo aqui o relato das primeiras impressões.
O título é bastante sugestivo: a Sega reuniu os seus personagens mais populares, desafiando-os para alguns torneios de ténis. O leque de jogadores inicialmente disponíveis é composto por Sonic, AiAi, NiGHTS, Uala, Beat, Amigo, Dr. Eggman e Tails. Finalizar um torneio com cada um destes implica derrotar, na grande final, um jogador até então oculto. Uma vez vencido, este junta-se ao grupo de estrelas disponíveis para controlar. Nos jogos que fiz, por exemplo, terminar um torneio com Nights desbloqueia Shadow e conseguir uma taça com Sonic traz Amy para o rooster de jogadores seleccionáveis.
Graficamente – e como é óbvio – a versão da Dual Screen é a mais pobre. A DS não é conhecida por ser uma máquina que processa robustos mundos tridimensionais. No entanto, a Sumo Handheld fez um bom trabalho e soube contornar as limitações técnicas da consola para manter o visual do jogo agradável, mesmo para quem já tenha experimentado uma das versões“caseiras”. Os cenários são pré-renderizados e os personagens são totalmente em 3D. O ambiente é bastante colorido, como seria de esperar, e os vários courts têm lugar nos diferentes mundos dos personagens Sega. Desde a mansão de House of the Dead aos subúrbios de Jet Set Radio, todos os espaços são pretexto para um confronto de ténis.
A jogabilidade tem como base o excelente sistema de Virtua Tennis, mas introduziram-se novos elementos, com o objectivo de tornar o ambiente menos realista e assim enquadrar os personagens que dão cor ao jogo.Cada um dos personagens tem a capacidade de executar um movimento especial diferente, para que o jogador consiga criar desequilíbrios no decorrer da partida. No entanto, as habilidades especiais que já experimentei pouco ou nada acrescentaram à situação de jogo. É possível jogar com estilete, substituindo-a pelos botões da consola, mas este método parece requerer algum treino para que o jogador seja bem sucedido.
Existem também imensos mini-jogos, inspirados em clássicos como Space Harrier, Chuchu Rocket! ou Virtua Cop. Alguns destes estão bem conseguidos e outros apenas parecem lá estar para aumentar artificialmente a longevidade do jogo.
O multijogador online foi excluído nas versões para as consolas da Nintendo, algo que compromete seriamente os factores “diversão” e “longevidade” do jogo. Resta apenas o multijogador local. São necessárias de duas a quatro DS’s e apenas um cartucho do jogo.
A banda sonora é uma compilação de alguns dos temas mais famosos dos jogos Sega. Ouvem-se o funk de Jet Set Radio e de Space Channel 5, o rock pouco inspirado [eufemismo] de Sonic the Hedgehog, o samba de… Samba de Amigo.
Sega Superstars Tennis para a DS causa uma primeira impressão positiva. Falta explorar com mais tempo e rigor os diferentes modos de jogo, a jogabilidade em geral e o controlo com o estilete em particular. Estes e outros aspectos serão dissecados na análise ao jogo, prevista para breve.
Bruno Nunes
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