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Título:
Super Smash Bros. Brawl
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Editor:
Nintendo
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Produtor:
Sora
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Género:
Luta, Acção
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Site:
www.smashbros.com/


SUPER SMASH BROS. BRAWL

Ver Mario e Bowser juntos e amigos de certeza que vos parece completamente impensável e descabido, mas essa ideia não é tão má quanto isso. Na verdade, já todos estávamos com saudades dos grandes momentos de luta frenética entre personagens da Nintendo. Provavelmente já todos chegaram lá. A série de que falamos é Super Smash Bros. que, apesar de não ter vindo da cabeça de génio de Shigeru Miyamoto e sim do seu amigo Masahiro Sakurai, é, sem qualquer dúvida e concorrência à altura, o melhor jogo de luta da e nas plataformas Nintendo caseiras. Mas, já há muito tempo que não víamos as personagens da gigante de Quioto à pancada, e é esse mesmo o ponto de foco, pois, depois da saída de Super Smash Bros. Melee na GameCube há seis anos, já não era sem tempo o aparecimento de Super Smash Bros. Brawl, que já está disponível nas prateleiras europeias. O teste do N-Portugal foi feito e podem comprovar a qualidade desta entrega para a Nintendo Wii de seguida.


Com um grande espaçamento de tempo entre lançamentos e com uma nova consola caseira da Nintendo, as melhorias tinham de ser feitas e são notórias assim que iniciamos o jogo. Em Super Smash Bros. Melee, o modo que relatava a estória de forma dividida por personagens foi agora apelidado de Classic Mode e não é esse o modo principal do jogo e onde são contados todos os acontecimentos das personagens. Desta vez, o Adventure Mode, mais conhecido como Subspace Emissary, é onde a trama se desenrola e os acontecimentos e desafios são uma incerteza. Aqui, tudo pode acontecer, não só no campo de batalha, pois até as lutas se iniciarem, muito terreno temos de percorrer até chegarmos às batalhas contra um boss ou personagem inimiga que acaba por se tornar nossa aliada. Os cenários, no modo aventura, foram desenhados à medida dos personagens. Por exemplo, o Link da saga The Legend of Zelda identifica-se, claramente, com a floresta, a Samus Aran identifica-se com os conhecidos cenários metálicos, em Brawl infestados de R.O.B. e não de Metroids, não esquecendo o boss presente em Metroid Prime 3: Corruption, Ridley, de seu nome. Infelizmente, apesar das notáveis melhorias na acção e enquanto e como a estória é contada - por filmes animados de alta qualidade - o modo Subspace Emissary acaba por desiludir assim que chegamos a uma certa parte do mesmo, já a caminho do final, onde teremos de revisitar todos os locais passados anteriormente, o que causará alguma monotonia na acção. Contudo, a vontade de desbloquear todos as personagens de Super Smash Bros. Brawl acaba por superar, até certo ponto, este sentimento. Como é sabido de todos, figuras como Sonic, o ouriço mais rápido do mundo, e Snake são as principais novidades no que toca ao leque de smashers disponíveis.


Passando do enredo à estética, o grafismo de Super Smash Bros. Brawl consegue ser do melhor já visto na Nintendo Wii até hoje, em excepção dos cenários. O destaque principal vai para os personagens, que possuem um design incrivelmente detalhado e fiel aos originais na sua forma, conseguindo ser, visualmente, melhores que nos jogos onde comparecem. Dando o exemplo com a figura mais carismática da Nintendo, o Mario, este apresenta o melhor detalhe alguma vez visto no seu fato de tecido de ganga, estando perceptíveis todos os pormenores do mesmo. Como já referido, em contra-partida, alguns dos cenários apresentam-se com fraca qualidade em certas áreas. Este ponto menos bom acaba por acontecer em cenários específicos, sendo que, maior parte deles, usando como exemplo a Green Hill Zone, até apresentam outros personagens que não os principais no plano de fundo, como, neste caso, Knuckles. Retomando o pior, no modo Subspace Emissary, os cenários em que jogamos com Samus Aran chegam a ser complexos demais no seu design, levando-nos a, em tentativas de passagem de áreas, perder algumas vidas ou a ficarmos perdidos por entre os corredores.

Já no campo sonoro, nota-se que a Nintendo se dedicou a fazer uma verdadeira revolução à série Super Smash Bros. Em Brawl, todos os sons foram aproveitados, até os dos menus da Nintendo Wii ou Wii Sports, assim como o PictoChat da Nintendo DS entrou em cena de forma bem original que só irão descobrir assim que jogarem esta nova entrega. O tema principal de Snake, em Metal Gear Solid, os sons típicos do Sonic… tudo está presente da melhor forma, como nunca antes ouvimos. Até as músicas de The Legend of Zelda marcam presença em Super Smash Bros. Brawl, com um trabalho artístico a nível sonoro facilmente apelidado como brilhante. Com Super Mario Galaxy, por exemplo, a banda sonora orquestrada mostrou as capacidades da Nintendo em conseguir uma excelente experiência a este nível e a prova final dada foi com esta última entrega no ramo dos jogos de luta da gigante de Quioto.

De qualidade elevada, inevitavelmente num jogo deste género, Super Smash Bros. Brawl apresenta uma jogabilidade bem melhor que o seu antecessor. Ataques fluidos, novas combinações e um esquema intuitivo são os pontos fortes que marcam presença nesta obra. E, de modo a manter as características de cada personagem visíveis, os truques, ataques e habilidades diferem de figura a figura. Snake, por exemplo, presencia os combates com o seu lança rockets e as suas granadas, Sonic, com a sua velocidade, consegue ir de um lado ao outro do cenário a “varrer” os inimigos que encontra pelo caminho, já Link não esconde a sua espada e escudo juntamente com o seu arco e respectivas flechas. Não esquecendo os Final Smash, como são chamados nesta obra, que são os super ataques infalíveis quando o objectivo é o de vencer a luta. No meio de tanta escolha e de tantas características, existem mesmo personagens em que os seus ataques ou são mais lentos e têm mais força, ou são mais rápidos e consistentes, ao mesmo tempo em que tiram menos vida ao adversário.

Incrivelmente, Super Smash Bros. Brawl, mesmo na sua longevidade e apesar de estarmos a referenciar a Nintendo Wii, que possui um online simples e com poucas funcionalidades, surpreende. Estamos a falar de um jogo quase interminável e em que o jogador só se contenta depois de desbloquear tudo o que existe para ser desbloqueado. Troféus, autocolantes, personagens, cenários, enfim… uma série de elementos que compõem o jogo mais longo de sempre numa plataforma Nintendo, até ao momento. Como se não bastasse, os modos são imensos. Desde os a solo que se dão pelo nome de Classic Mode, o modo aventura Subspace Emissary, os eventos, os desafios no estádio e, já falando dos modos a dois, o versus, tanto local como online. Contudo, o modo que usufrui da Nintendo Wi-Fi Connection desilude pelo fraco número de funções e pelo uso dos complexos Friend Codes, tendo a melhor parte que é a partilha de cenários, onde podemos descarregar mais arenas de batalha feitas por jogadores de todo o mundo, assim como nós podemos fazer o mesmo com o editor de cenários disponível.

Em suma, Super Smash Bros. Brawl é um jogo de luta que oferece uma extensa e completa experiência aos jogadores que não dispensam largos momentos de diversão em frente ao ecrã, tanto localmente como com pessoas de outros países ou continentes ligadas ao serviço online Nintendo Wi-Fi Connection. Se forem apreciadores deste género e se são fãs da série, indispensavelmente devem adquirir este jogo, pois as implementações foram muitas e só melhoraram o jogo em todos os sentidos, tirando algumas partes em que a monotonia é uma realidade. Caso nunca tenham jogado um Super Smash Bros., está na hora de fazerem isso mesmo e verão que muito de bom tem Brawl, principalmente para realizarem torneios.

Tiago Cunha









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